quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Just relax.
Aérea, vã, inútil, tênue.
Sem malogro.
Sem mal-me-quer.
Prazerosamente inebriada.
Meio alta, ausente, ali...
Uma seqüência de dias assim e eu estaria perdidamente mal acostumada!
Ao pé do ouvido Leoni pra acompanhar esse dia meio assim... devagar...
E se atualmente a minha vida parece estar sempre acompanhada de trilha sonora, é só o caso de justificar o mal estar que o silêncio pode causar, às vezes...
Mas hoje, pouquíssimas coisas importam.
Pensar não é o verbo! Nem a inquisição.
Tapada!

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Década.
Dez anos um mês sete dias.
Dias que viram datas.
Um marco entre eu e mim. Duas condições alheias.
Sem glórias, posso dizer que estou diante da 'crise dos dez'.
Há quem diga que crises nostálgicas são normais ou necessárias a certa altura.
Mas a verdade é que estou exausta. E, apesar dos palavrórios, a minha escolha parece ficar cada dia mais nítida.
Às vezes é preciso olhar para o próprio umbigo e saber dele.
Mudar os planos e fazer outras escolhas não me parece egoísta ou uma fuga de juízo.
Eu quero poder sobre meus passos, sejam eles um plano de anos ou um projeto de nove meses.
A megalomania nunca me pareceu atraente.
E se eu tiver que jogar muitas coisas fora pra simplificar o processo, pode ser que demore, mas eu farei.
Importância. Aspectos passados à limpo estão fazendo uma confusão na minha cabeça.

[de olhos fechados, perdida em que?... Morena - Los Hermanos]

Tarde besta!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Doa-se.
Essência e pertences.
Todos os sonhos, uns sentimentos usados e em péssimo estado, poucos prazeres e manias.
Não é preciso alimentar.

"If you wanna try
If you wanna try
There's no worse you could do
Uh oh oh

I know you lie
All you do is make me cry
All those words that ain't true"

[The Libertines - Can't Stand Me Now]

Um dia eu pretendo entender muitas coisas.
Ou finalmente não desejar mais.
Por enquanto é preciso aprender a conviver sem lágrimas.

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Das poucas certezas, esta necessidade: escrever alguma coisa que faça sentido.
Porque, de todos, a minha vontade quer 'poder' sobre um só.
Das velhas manias a persistência em deixar subentendido o que poderia ser bem dito em poucas palavras.
Uma inutilidade, mas que, como vício, vira amuleto.
Por que às vezes sentir-se fraca é pretexto pra pensar em alguém?
Vejam só, a (minha) inabilidade em conter o que não se quer, mas que teoricamente é indício de uma atitude sagaz.
Esta economia da vantagem racional me cansa de vez em quando.
E quem ainda não se traiu acreditando no que é incerto/impossível?
Esta lei implícita do silêncio das palavras insossas é pra esconder de quem?
Pra organizar este tumulto delirante.
Que os príncipes durmam.
Que alguns zelem pela inocência.
É um mal inevitável.
Desejar implica este jogo contraditório entre esperança e desespero.
Segundas-feiras não deveriam ter lua cheia.

[Pra ler ouvindo Front Row e Unsent - Alanis Morissette]

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Automatic Stop
(The Strokes)

So many fish there in the sea
I wanted you, you wanted me
That's just a phase, it's got to pass
I was a train moving too fast

Didn't understand what to see
Yeah, then I got a different view
It's you...no

Wait, I'm gonna give you a break.
I'm not your friend,
I never was.
I said wait, I'm gonna give you a break.
I'm not your friend,
I never was.

So many fish there in the sea
She wanted him, he wanted me
That's just a phase, it's got to pass
I was a train moving too fast

Yeah, I know you warned me
But this is too important
Now I got a different view
It's you...

Why can't you wait?
I'm gonna give you a break
I'm not your friend,
I never was
I said wait,
I'm gonna give you a break
I'm not your friend,
I never was.
Se tiver que ser, será Automatic Stop.
Por um milhão de motivos. Milhões de vezes a escutar.
Como muitos pensamentos a insistir aqui dentro.
Neste momento, lá fora parece o melhor lugar.
Mas a cautela tem sido minha amiga.
Eu vou ficar e me proteger. De longe muitas coisas não nos atingem, ou podem parecer melhores.
O risco da intimidade é para poucos.
Você já notou que o sol não veio?
O mundo está estranho.
Cinza, cinza, cinza. Homogeneidade entre planos. Dentro e fora.
Não ver um dia clarear tem seu preço.
E os remédios não valem nada. São uma grande mistura de mentira.

Excesso de insegurança. Oscilações e dilemas ininterruptos.
Inconseqüência sentimental, blec!
Cautela Maria! Cuidado Ana!

Hoje foi interessante, se assim posso adjetivar.
Só interessante. Mas, é sexta. Isto é tentador.
Existem opiniões que me interessariam, mas atualmente isso não passa de pretensão.

Nas unhas: esmalte vermelho.
Eu deveria pintar minhas unhas de vermelho mais vezes, pelo menos isso.

Hoje, menos vontade de ir embora.
Isso precisa ficar registrado.

Medo de me tornar insensível com relação a certas pessoas.
Existem sentimentos que, de tão importantes, tornam-se prejudiciais.
O meu medo de perder pessoas sempre foi uma constante.

Mas por hoje é só Automatic Stop.
É isso.

terça-feira, 13 de setembro de 2005

O ato de respirar é essencial

Pedir pro mundo conspirar a favor, pra variar, é um sinal fortíssimo de covardia.(?) Mas tá, só respire.
Encontros ao acaso são péssimos quando não se tem um espelho por perto. Credo! Ainda bem! Respirar fica difícil (sorriso de lado).
Minha tendência histérica em dias de chuva tem sido contornada, respiração rítmica como técnica.
Substâncias: Paracetamol e Dipirona Sódica. Respirar, somente gás carbônico para fora.
Uma frase na minha bolsa e uma pergunta de uma estranha: "Você é triste?" Eu: "Não, só gosto da música", claro que não pensei muito, só respirei depois.
Eu estou triste. Motivos? Não sei. Às vezes não se sabe da própria tristeza. Estar feliz é uma condição muito mais complicada.
Festival de rock por aqui. Weezer e The Raveonettes. Não, não irei roubar. Respire e não pense em possibilidades únicas, é pessimista demais.
Umidade relativa do ar: Muito molhado. Condição ótima para organismos do reino Fungi. Se você é um fungo, fique feliz.
Porque de vez em quando ser quem se é parece estúpido demais. Patético demais.
Porque se você olhar bem de perto vai ver que metade não sou eu e sim uns outros, e a outra parte é um amontoado de peças encaixadas à força.
Viver é uma questão adaptativa (?) e respirar é parte deste processo que, para nossa espécie, precisa de oxigênio.
Simples assim (?).

sábado, 10 de setembro de 2005

A menina de vestido agora usa calças e não sabe como caminhar.
Aos poucos se acostumando a ser presa.
Jogou fora os velhos papéis de carta e coleciona rock and roll.
Jeans e tênis.
Mas olhar de vestido.

sábado, 3 de setembro de 2005

Nasceu, é menina. É Maria.
É Maria no jeito, na dor, na ausência, no amor, nas manias, de nome e sobrenome Ana.
Quem vem e conhece descobrirá a mesma, quem nunca viu mais Maria que essa, entra e descobre.
Fica a vontade que o que É de Maria, pode até não agradar, mas é assim.