segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Wunderkind

Oh perilous place
Walk backwards toward you
Blink disbelieving eyes chilled to the bone
Most visibly brave
No apprehended bloom
First to take this foot to virgin snow

I am a magnet for all kinds of deeper wonderment
I am a wunderkind oh
I live the envelope pushed far enough to believe this
I am a princess on the way to my throne
destined to serve
destined to roam

Oh ominous place
Spellbound and un-childproofed
My least favorite chill to bear alone

compatriots in place
they’d cringe if I told you
our best back pocket secret: our bond full blown

I am a magnet for all kinds of deeper wonderment
I am a wunderkind oh
I am a pioneer naïve enough to believe this
I am a princess on the way to my throne
destined to seek
destined to know

most beautiful place
Reborn and blown off roof
My view: about face weather, great will be done

I am a magnet for all kinds of deeper wonderment
I am a wunderkind oh
I am a groundbreaker naïve enough to believe this
I am a princess on the way to my throne

I am a magnet for all kinds of deeper wonderment
I am a wunderkind oh
I am a joan of arc and smart enough to believe this
I am a princess on the way to my throne
destined to reign, destined to roam
destined to reign….destined to roam…


(Alanis Morissette - soundtrack from the Chronicles of Narnia movie)
* Portanto altamente suspeita pra comentar qualquer coisa a respeito da música...
Conta-se que há muito tempo quando uma criança nascia, havia em seu interior um pequeno órgão no qual podia-se encontrar uma grande quantidade de minúsculas crisálidas.
Os anciãos acreditavam que este era o mais importante órgão do corpo humano, o centro de todo o equilíbrio, e que, portanto, operava-se ali o maior dispêndio de energia de todo o organismo. Na verdade, ele era considerado o órgão da vida.
Dizia-se que para cada novo ciclo vital ou mesmo para cada novo aprendizado, duma eclosão nascia uma borboleta, um sinal de sabedoria e amadurecimento. Representava a metamorfose do ser e com ela desprendia-se uma parte de nossa innocentia.
Segundo os sábios a troca era justa e encerrava a própria essência do equilíbrio: as conquistas advinham de um sacrifício, uma perda irreparável, porém necessária; uma supressão em favor do propósito.
Quando a Terra era jovem e o Homem acreditava no bom senso de seus sábios avós, era possível flagrar um bando em discreta Retirada e sabia-se que depois disso O Dono das Borboletas jamais retornaria para as coisas de outrora, todas elas, de certa maneira, já não eram as mesmas, pois ele próprio já não o era.
Como geralmente acontece com o passar das eras, o conhecimento antigo foi sendo gradualmente esquecido ou, por vezes, denegado.
Porém há ainda aqueles que acreditam possuir crisálidas a eclodir e podem, de vez em quando, perceber pequenas borboletas ao redor.
Para estes, ainda resta a esperança de que a morte representa a escassez do equilíbrio, um afinal adquirir puras asas de innocentia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Tô matando saudade.
Dá muito trabalho!
Mainha gosta de dizer que nós não podemos viver eternamente presos ao passado.
No fundo, chego a perceber que nem mesmo ela acredita muito nisso.
Passados 10 anos desde o PDV do Banco do Brasil, é estranho pensar em mim e impossível não implorar pra saber como seria se não tivesse acontecido.
Não me peçam pra esquecer, nem por um segundo... é pedir pra que renuncie a parte da minha vida que julgo ser a melhor.
Algumas pessoas acham que têm o poder de permanecerem imunes a muitos acontecimentos e que têm a garantia de estabilidade eterna.
Eu gostaria que eles realmente os possuísse, porém que os tivesse adquirido de forma digna ou, no mínimo, menos repulsiva.
Queria ter a oportunidade de dizer-lhes um desaforozinho de nada...
F*! F*! F*!
Nem tanto por nós, mas por muitas pessoas queridas.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006


Reler O Senhor dos Anéis é maravilhoso.
Tem sido como redescobrir os motivos do meu amor incomensurável.
Um grande brinde a Tolkien - "The Professor"!
(John Ronald Reuel Tolkien: 03/01/1892 - 02/09/1973)
Meus dias: O Senhor dos Anéis, Los Hermanos, O Senhor dos Anéis, Los Hermanos... Assim constantemente.
Alguns diriam que é pouco e medíocre.
Eu digo que poderia ter um pouco mais de sol lá fora.
Mas ler O Senhor dos Anéis e ouvir Los Hermanos em dias de chuva também é assaz agradável!