Oi.
Por que resolvi escrever?
Escrevo porque estou agoniada.
Por que começo me explicando?
Não sei, nada disso faz sentido.
Acredito que este papel lhe desperte no mínimo certa curiosidade inicial.
Creio também que certo enfado depois do susto.
Mas, sinta o que lhe aprouver, não tenho direito sobre isso.
O assunto?
Sei lá... Quer falar sobre pingüins?
Pingüins são interessantes...
Você acredita em destino?
Não sei bem ao certo se sim.
Às vezes a insônia me obriga a conviver um pouco mais comigo e então fico pensando em coisas que não gosto de mexer.
Pensar em destino me faz pensar em você.
Então pensei em te perguntar.
Você se pergunta por que as pessoas se encontram?
Pergunto-me quão irresponsável sou por não ir até o fim.
Pergunto-me se um dia conseguirei fazê-lo.
Eu empurrei você pra dentro da minha confusão.
Talvez você nem tenha se importado, não tenha isso mais em conta atualmente.
Gostaria que você soubesse que para mim é importante.
No fundo foi por isso que escrevi.
Poderia ter falado sobre os pingüins...
Mas isso eu poderia falar para qualquer pessoa.
Se você chegou até aqui...
Saudade.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Desejo voltar a ser uma pessoa que não vai mais aparecer.
Que se perdeu com as minhas voltas, que escorreu com as lágrimas de muitos dias seguidos, que finalmente cansou de acreditar.
Há dias que finjo que não sei.
Finjo que posso.
Mas sei que não.
Sei que aquele " mim" não irá bater à minha porta na madrugada e que também não me telefonará dizendo que sempre estará ali, à espera de que eu esteja pronta novamente.
Não.
Não volta.
E não... não dá pra fingir todos os dias.
Que se perdeu com as minhas voltas, que escorreu com as lágrimas de muitos dias seguidos, que finalmente cansou de acreditar.
Há dias que finjo que não sei.
Finjo que posso.
Mas sei que não.
Sei que aquele " mim" não irá bater à minha porta na madrugada e que também não me telefonará dizendo que sempre estará ali, à espera de que eu esteja pronta novamente.
Não.
Não volta.
E não... não dá pra fingir todos os dias.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Deseja realmente excluir?
Coisas guardadas.
Melhores assim.
Não...
Coisas guardadas tomam, com o tempo, outras feições, mas não permanecem onde deveriam.
Nada de Freud por ora, apenas uma constatação óbvia das mancadas cotidianas.
Coisas inacabadas...
Tenho uma coleção delas. Algumas nem mesmo de fato existiram.
No roll daquelas com que tive um pouco mais de zelo, três no máximo, uma em especial teima em detalhes sutis.
E mesmo com um quê de desconfiada fico a brincar com nuvens no ar.
Como que cuidando para que não se dispersem demais. Para que fiquem um pouco mais.
E perco horas a me perguntar sobre aquelas pequenas coincidências.
Chega a ser patético o modo como essas intrusões da memória, esperançosas, despertam aquela vontade ingênua de acreditar em destino.
E por que não? [rs]
Duas frases e um olhar.
Teimo em não acreditar em palavras.
E olhares... bem... eles podem dizer o que quiserem sem necessariamente se explicarem.
É assim que acabam, todas elas, voltando às coisas inacabadas guardadas em algum lugar de mim.
Toda vez, a mesma coisa.
Toda vez o pop up pergunta relutante:
“você tem certeza?”.
Você tem certeza que deseja excluir?
É tragicômico! Mas sempre acabo agradecendo o fato de não poder dar descarga em coisas guardadas na saudade.
Elas devem estar ali por algum motivo...
... E mesmo que não...
Vou continuar tentando guardá-las...
Por via das dúvidas.
Melhores assim.
Não...
Coisas guardadas tomam, com o tempo, outras feições, mas não permanecem onde deveriam.
Nada de Freud por ora, apenas uma constatação óbvia das mancadas cotidianas.
Coisas inacabadas...
Tenho uma coleção delas. Algumas nem mesmo de fato existiram.
No roll daquelas com que tive um pouco mais de zelo, três no máximo, uma em especial teima em detalhes sutis.
E mesmo com um quê de desconfiada fico a brincar com nuvens no ar.
Como que cuidando para que não se dispersem demais. Para que fiquem um pouco mais.
E perco horas a me perguntar sobre aquelas pequenas coincidências.
Chega a ser patético o modo como essas intrusões da memória, esperançosas, despertam aquela vontade ingênua de acreditar em destino.
E por que não? [rs]
Duas frases e um olhar.
Teimo em não acreditar em palavras.
E olhares... bem... eles podem dizer o que quiserem sem necessariamente se explicarem.
É assim que acabam, todas elas, voltando às coisas inacabadas guardadas em algum lugar de mim.
Toda vez, a mesma coisa.
Toda vez o pop up pergunta relutante:
“você tem certeza?”.
Você tem certeza que deseja excluir?
É tragicômico! Mas sempre acabo agradecendo o fato de não poder dar descarga em coisas guardadas na saudade.
Elas devem estar ali por algum motivo...
... E mesmo que não...
Vou continuar tentando guardá-las...
Por via das dúvidas.
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