terça-feira, 14 de abril de 2009

apaixono-me por nadas.
como pela pingo d’ouro em minha sacada.
não sei se pelo amarelo ou pela delicadeza.
se pelos ramos solitários que se estendem únicos,
cada qual a sua maneira.
não sei.
como não se sabe como se apaixona.
e como a cada vez em que as pétalas começam a cair,
penso que demorarei a vê-las novamente,
quando revê-las voltarei a pensar: “porquê me apaixonei?”
mas a sutileza jamais apreendida não me responderá.
creio que se soubesse a resposta, não voltaria a olhá-las novamente.