quarta-feira, 6 de outubro de 2010

no céu outras e tantas estrelas.
um chão confortável a abraçar.
nem dores de corpo.
nem mágoas de alma.
cheiro de chuva... sem gotas caírem.
o vento sutil do farfalhar das asas de borboletas vermelhas.
o gosto de água.
não há som algum.
nem pensamentos.
nem tempo.

basta fechar os olhos do coração.

domingo, 19 de setembro de 2010

certos eventos nos fazem lembrar os motivos de termos feito certas escolhas.
ando tão cansada.
sozinha.
cercada de pessoas e ainda assim, sozinha.
"distraindo a verdade, enganando o coração".
me odeio por às vezes ser fraca.
me odeio por na maioria das vezes demonstrar ser forte.
não sou nada.
minhas frustrações me ensinaram a não ter expectativas.
mas meus efêmeros momentos de ilusão me aliviam do peso de não acreditar.
é tão irônico... precisamos confiar nas pessoas, mas pessoas, simplesmente pelo fato de serem, traem, decepcionam.
é impossível evitar a decepção.
dói.
e sangra incolor pelos olhos.
e o tempo estanca.
"eu queria manter cada corte em carne viva".

sábado, 28 de agosto de 2010

espero por coisas que não vão vir.
espero que essas mesmas coisas aconteçam
sem que pra isso me ocupe em prepará-las.
elas não virão.
mas me perco em horas de expectativas... obviamente vãs.
decepciono-me. dou-me ao direito.
nunca decidirei.
nunca serei direta.
nunca falarei o que me faz engasgar.
nunca direi os motivos.
nunca será possível.
ainda assim... vou esperar.
esperar que seja por pouco tempo.
esperar que não chegue.
porque se chegar, deixarei ir.
farei com que vá.
ou irei.
sempre na direção contrária.