Das poucas certezas, esta necessidade: escrever alguma coisa que faça sentido.
Porque, de todos, a minha vontade quer 'poder' sobre um só.
Das velhas manias a persistência em deixar subentendido o que poderia ser bem dito em poucas palavras.
Uma inutilidade, mas que, como vício, vira amuleto.
Por que às vezes sentir-se fraca é pretexto pra pensar em alguém?
Vejam só, a (minha) inabilidade em conter o que não se quer, mas que teoricamente é indício de uma atitude sagaz.
Esta economia da vantagem racional me cansa de vez em quando.
E quem ainda não se traiu acreditando no que é incerto/impossível?
Esta lei implícita do silêncio das palavras insossas é pra esconder de quem?
Pra organizar este tumulto delirante.
Que os príncipes durmam.
Que alguns zelem pela inocência.
É um mal inevitável.
Desejar implica este jogo contraditório entre esperança e desespero.
Segundas-feiras não deveriam ter lua cheia.
[Pra ler ouvindo Front Row e Unsent - Alanis Morissette]
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